Marco de Canaveses

Aldeia de Santa Maria do Freixo – Tongóbriga

 

A aldeia do Freixo tem como cartão-de-visita os vestígios arqueológicos de uma antiquíssima cidade romana – Tongóbriga. Classificada como Monumento Nacional Estação Arqueológica do Freixo é a prova de que Tongóbriga representava um importante centro de atração e decisão no final do século I e início do século II. Numa área de cerca de 50 hectares são visíveis os vestígios das termas, fórum, zonas habitacionais e uma necrópole. A aldeia do Freixo detém, ainda, as características de uma aldeia tradicional e rural, visíveis nas casas de granito, nos campos cultivados e na sua população.

 

Organiza-se ao longo de uma estrada que constitui o seu eixo principal, o qual foi, até finais do século XIX, a única estrada de ligação entre Canaveses/travessia do rio Tâmega e a Régua/travessia do rio Douro. Esta situação só se alterou com a abertura de um novo troço da estrada nacional Porto – Régua, que passou a nascente da aldeia, retirando-lhe o sentido e o sustento, que era garantido pelos viandantes e potenciais clientes. A nova estrada polarizou o estabelecimento de casas comerciais, condenando as antigas vendas e lojas da aldeia ao encerramento. Como todas as povoações cuja fisionomia se deve à passagem de uma rua ou estrada principal, tem uma planta alongada, sendo que a quase totalidade das suas construções se situa à face dessa estrada. A maior parte das construções da aldeia é em granito local, muito dele reciclado dos edifícios romanos de Tongóbriga.

 

Na aldeia pode-se visitar a cidade romana, o seu centro interpretativo e a igreja de Santa Maria do Freixo, percorrer o percurso pedestre PR6 – Caminhos de Tongóbriga e degustar as afamadas Fatias do Freixo, a tradicional broa de milho e o caseiro pão com chouriço.